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Neste relato, contarei para vocês como foram as tragédias que ocorreram comigo.

Quando minha terra foi invadida por inimigos, meu povo guerreou com a braveza e a lealdade que cavaleiros possuem, mas, infelizmente, perderam a guerra. Fui capturada pelos inimigos que me falaram que eu iria casar com um rei de terras longínquas e belas, ele se chamava Frederic. Não queria me casar com rei algum, mas eu não tinha escolha, pois nessas terras a mulher não tinha direitos e era tratada como um objeto.

Viajamos dias a cavalo. Ao chegarmos, vi um castelo de tamanho descomunal onde fui recebida com grandiosa festa por pessoas que nem conhecia. As portas do castelo se abriram, eu entrei e vi o tal rei, ele era muito bonito e tinha roupas maravilhosas também. O rei disse com uma voz suave:

-Bem-vinda à terra de Cradfield, minha rainha.

-Rainha?- eu disse.

Então ele disse que nós iríamos nos casar depois de sete dias e sete noites. Fiquei encantada com tudo aquilo e queria me casar com ele. Fui levada para meus aposentos.

No dia do casamento, as empregadas me arrumaram com um vestido branco de seda e com pedras preciosas e brilhantes. Quando estava pronta, chegou uma notícia horrorosa. O rei estava com a peste maldita e não podia se casar, ele estava doente e quase morrendo.

Quando cheguei a seu quarto, Frederic estava deitado em sua cama dormindo. O curandeiro chegou, preparou um remédio e tentou acordar o rei, mas ele não acordava. O curandeiro disse:

-O rei está morto.

Quando a notícia se espalhou pelo reino, todos ficaram muito tristes e começou um boato que me acusava de assassina do rei e que eu era uma bruxa que o enfeitiçou com a peste maldita. Tive que fugir para o bosque, mas um camponês me delatou e eu fui aprisionada até meu julgamento final. Eu expliquei que era inocente, mas o padre disse que eu era uma bruxa que enfeitiçou ao rei, que fiz como Eva que ofereceu o fruto proibido a Adão, e que com isso matei o rei.

Fui condenada a fogueira. E essas são minhas últimas palavras, pois agora estou a caminho da fogueira.

Paulo Henrique
Categorias: Relato | 0 comentários | Postado por 1ª Série B edit post

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